terça-feira, 2 de julho de 2019

AO CONFRADE JOSÉ VICENTE

ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL "O DIÁRIO DE BARRETOS" EM 2 DE JULHO DE 2019 (página 2) PELA PROFª KARLA ARMANI MEDEIROS


Reunião na sede da ABC no sábado, dia 29 de junho de 2019.
(Foto tirada pela acadêmica Conceição Borges)
         Sábado passado teve reunião na Academia Barretense de Cultura. Estávamos todos os “imortais” em conversa, quando adentrou o confrade José Vicente Dias Leme; sempre acompanhado de sua gentil esposa, Maria Luiza. Com seus passos curtos, voz obstinada, sorriso largo e saudando a todos com seu “aleluia”, já foi logo recebendo palmas. Aclamações sinceras de carinho de todos que ali ficaram felizes em ver um dos acadêmicos mais antigos de forma presente entre nós. Firme.
            Sentou-se ao meu lado. Eu, secretariando a reunião, vaguei meus pensamentos sobre como conheci aquele senhor, que foi o responsável pela minha entrada na ABC. Há 12 anos atrás, era eu estagiária no Museu “Ruy Menezes” e ali conheci José Vicente, contando seus “causos” e dono de uma memória que eu nunca tinha visto igual. Falava de acontecimentos, de pessoas, de datas, reconhecia rostos, comparava fotografias. Eu, interessada em aprender sobre a história da cidade através daquelas pessoas citadas em livros ou em fotos de jornais, me impressionava com José Vicente contando sobre as mesmas pessoas que ele conheceu pessoalmente. Enxergava-o como uma fonte histórica viva. Ativa. Desmedida. Sempre que solicitado, ele ia até o museu me ajudar a desvendar aqueles rostos antigos das fotos amareladas, narrava as datas e os fatos. Eu parecia viver junto com ele a cena contada. Seus olhos exprimiam-se nas recordações.
            Em 2013, ele me ligou dizendo sobre vagas para a admissão de novos acadêmicos à ABC, chamando a atenção para meu possível ingresso. Despretensiosamente, tornei-me a imortal da cadeira 7. Entrei para a ABC, agradecendo por poder conviver com pessoas que eu tanto admirava e me inspirava.
             Nesta reunião de sábado, deparei-me novamente com aquela sensação de enxergar José Vicente como uma fonte viva. Um homem longevo na idade e rico na experiência da vida. 87 anos de uma vida desde cedo dedicada à comunicação, ao rádio, a poesia, a música, a cultura e à Academia Barretense de Cultura. Viva ele!

Artigo original do jornal "O Diário", 2/7/2019, p. 2:


Um comentário:

universalsyncopations disse...

Olá Karla, tudo bem? Você teria o contato da esposa do saudoso Sr. José Vicente, a Sra Maria Luiza? Ouvi dizer que ela reside ainda em Barretos, e tenho grande interesse em fazer uma reportagem sobre a trajetória da família, em especial do Sr. José, na área cultural. Um grande abraço.