segunda-feira, 2 de agosto de 2010

AS LUZES, DESDE MUITO TEMPO ATRÁS...



            Caros leitores, vocês conseguem imaginar como que os nossos antepassados conseguiam viver sem energia elétrica? Certamente, a nossa imaginação vai a mil só de imaginar o cotidiano sem ter sequer a iluminação de uma lâmpada. No entanto, a falta de uma lâmpada não era motivo de impedimento para diversão, pois toda sociedade cria suas tecnologias e as adapta a sua realidade, isto é, vivem normalmente dentro de suas condições e tentam melhorá-las sempre. É como nos mostra Osório Rocha nas linhas do “Barretos de Outrora”, onde diz que no salão central do Paço Municipal (atual Museu Ruy Menezes) e nas casas dos antigos coronéis eram realizados elegantes bailes às luzes dos candeeiros. Outra menção às condições de iluminação do início do século XX em Barretos é encontrada no jornal “O Sertanejo”, no qual exibia anúncios de teatros que destacavam a iluminação à “gás acetileno”. Ou seja, a cada tecnologia que surgia era vigente também o entusiasmo da população e a estratégia dos estabelecimentos culturais em destacar tal “novidade”. E a cada época da história da humanidade nascia uma diferente e avançada forma de iluminação, desde muito tempo atrás...
            Na Pré-História, os hominídeos tacavam fogo em um punhado de madeira e faziam fogueiras distribuídas nos espaços entre suas cabanas. Com o passar dos tempos e dos costumes, as fogueiras foram substituídas pelo archote (tocha de fogo feita de fibra, carvão e brasas grudadas em chifres), já que era necessário a mobilização da tocha para os homens adentrarem as florestas a noite.
            As velas foram aparecer somente na Idade Antiga, no Egito, e depois surgiram as lamparinas à base de óleo. No início, as velas eram produzidas com mistura de banhas de animal e fios vegetais, porém, o odor que exalavam não era nada agradável. Foi então que, os homens da Antigüidade descobriram maneiras de produzir velas com cera de abelha, um produto caro e de difícil produção, porém, exalava um cheiro bom ao queimar. Somente na Grécia Antiga que se passou a utilizar velas em festas comemorativas e homenagens à deusa Ártemis. Já a tradição de apagar a velhinha nos aniversários se iniciou na Alemanha, ainda na Idade Média. A partir do século XIX, com a extração do petróleo, as tecnologias voltadas para a eletricidade se tornaram mais avançadas e as velas, agora feitas de parafinas e com custos mais baratos, também passaram a ter diversos tipos de cores, duração e cheiro.    
            Logo, notamos que os processos utilizados para a iluminação dos ambientes em vários períodos históricos, caminharam junto com as necessidades de cada época e foram úteis o suficiente para criar outro e outro e outro... Agora, só nos resta a valorização de todos esses caminhos percorridos na história da humanidade a fim de nos conscientizarmos diante o desperdício de energia elétrica e o incentivo à criação de novas formas de reaproveitamento, afinal a nossa realidade precisa disso.


REFERÊNCIAS: Revista “Aventuras na História”, ago/2010, p. 24. 

ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL "O DIÁRIO" (BARRETOS/SP) EM 30 DE JULHO DE 2010.

Um comentário:

Be@triz Ferreir@ N@scimento disse...

O prof possato bem que falou que no teatro da Antiga Grécia eles usavam tochas para iluminar a cena.
Devia ser bem dificil viver naquela época mais conserteza nosso tataranetos ou bisanetos vão dizer a mesma coisa da nossa época.