ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL "O DIÁRIO DE BARRETOS" EM 3 DE MARÇO DE 2020 (página 2) PELA PROFª KARLA ARMANI MEDEIROS
José Monteiro França, o reconhecido
pintor paulista, retratista de personalidades políticas e paisagens no estado
de São Paulo, estava em Barretos no fim de agosto de 1917. Na conhecida “cidade
da pecuária”, Monteiro França hospedou-se no Hotel Martinelli e anunciou sua
chegada à imprensa. O jornal “Diário de Barretos” expunha que o artista trazia
para a exposição um retrato a óleo do presidente do estado (governador), Altino
Arantes; além de estar confeccionando um retrato do dr. Antônio Olympio – líder
político local. O retrato de Altino Arantes logo foi adquirido pela Câmara
Municipal e, atualmente, encontra-se na coleção do Museu “Ruy Menezes”.
O jornal evidenciava o artista com
uma produção “cujas telas lhe tem merecido os applausos de toda a imprensa,
pela perfeição do lavor e pela tonalidade das cores que sabe imprimir às suas
pinturas, duma polychromia forte e de efeitos surpreendentes” [sic] (28/08/1917,
p.1). Tais palavras foram carregadas de adjetivos pela popularidade e
reconhecimento acadêmico do pintor, o qual naquela época contava com cerca de 40
anos, jovem, mas já possuidor de importantes estudos e condecorações.
José Monteiro França (1876-1944) era
paulista de Pindamonhangaba, foi pintor, professor, decorador e jornalista.
Formou-se, em 1904, na Escola Nacional de Belas Artes, onde fora aluno dos
renomados pintores italianos Henrique Bernardelli e Berárd, mestres que o
influenciaram no estudo da arte italiana. Entre 1904 a 1906, Monteiro França
recebeu bolsa e estudou na Itália. Suas telas eram elogiadas pela maneira com a
qual ele se utilizava das cores, nem tanto pela intensidade do tema retratado.
Ao retornar para o Brasil, em 1914,
Monteiro França participou de novas exposições e fez excursões pelo interior e
litoral paulista, produzindo retratos e telas com paisagens para venda. É neste
ínterim que ele visitou a cidade de Barretos e deixou o seu legado com o
retrato de Altino Arantes; retrato este que por mais de um século permanece no
antigo paço municipal - hoje Museu. [fim].
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