ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL "O DIÁRIO DE BARRETOS" EM 16 DE SETEMBRO DE 2020 (página 2) PELA PROFª KARLA ARMANI MEDEIROS
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Foto ilustrativa do site da Prefeitura de Barretos (s/id). |
Parece roteiro de filme de terror,
mas Barretos atingiu o maior índice de falta de umidade da região, associado a
clima desértico, somando-se ao racionamento de água (devido ao baixo nível dos
reservatórios e à falta de chuva) e às intempestivas nuvens de queimadas que
assolam diariamente as áreas urbanas e rurais. E o pior: esse cenário não é só
local e sim do estado inteiro, assim como outras regiões do país.
Nesta semana, este assunto veio à
tona porque o grave problema da “neve negra” repercutiu diretamente na vida, no
trabalho e na saúde das pessoas. Refletimos sobre: a culpa do homem nos
incêndios, o desbravamento das áreas florestais e ciliares, a matança de
animais silvestres, o perigo das rodovias com as nuvens de fumaça, a falta de
fiscalização e penalizações, a insegurança quanto à presença do governo do
estado com medidas eficazes, além do típico negacionismo da esfera federal.
Impressionante como a “neve negra” incomodou este ano. Nós que parecíamos tão acostumados com ela, precisamos agora enfrentá-la em meio a uma pandemia! Diziam os memorialistas que, em 1870, o “fogo bravo” devastou a paisagem florestal da região, e que disso resultaram as pastagens e o posterior desenvolvimento da cidade. Um nítido mito de origem, pois é impossível qualquer lugar, independente da época, conseguir desenvolver-se às custas da morte da natureza, dos rios e dos animais. Nós, do presente, somos a prova viva que o “fogo bravo” é um regresso ao futuro.
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