quarta-feira, 26 de maio de 2010

À MÃE-ÁFRICA: SEUS FEITOS E EFEITOS (I)


            Mais um 13 de maio é celebrado no Brasil, agora como momento de reflexão e estudo. A assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel há cento e vinte e dois anos atrás resultou na abolição da escravatura no Brasil, o último país do mundo a realizar tal ato. Por muito tempo, esta data é comemorada em nosso país e vem sendo modificada por diretrizes escolares que intentam transformá-la de uma data que marcou o fim dos povos escravizados por mais de três séculos para o momento de reflexão dos grandes feitos africanos à história do Brasil e da humanidade. Garantidas pela Lei 10.639/03, as aulas de História são naturalmente levadas à conscientização das influências africanas na cultura, sociedade, política, economia e intelectualidade nos períodos da Pré-História e no desenvolvimento das grandes civilizações na Antiguidade. Assim sendo, as primeiras conquistas tecnológicas aconteceram na África, uma vez que os hominídeos mais antigos da Pré-História surgiram neste território e desenvolveram suas primitivas habilidades.
            A começar, foi no continente africano que aconteceu uma das primeiras revoluções da humanidade, isto é, a passagem de caçador e coletor de frutos e raízes para a agricultura e pecuária. Foi a partir deste contraponto que se desenvolveram as grandes civilizações (impérios), onde os homens, agora sedentários e viventes em comunidades, puderam trabalhar coletivamente e aprimoraram suas capacidades intelectuais. Posterior a isto, uma onda de migração entre a África e a Ásia possibilitou a troca de influências culturais que permitiram o surgimento da escrita e outras revoluções tecnológicas da Antiguidade, como por exemplo, a astronomia, a medicina, a matemática, a filosofia, a metalurgia e a arquitetura religiosa.
            Estas revoluções tecnológicas conquistadas por homens antigos foram as primeiras peças que compuseram o quebra-cabeça da inteligência humana. Ou seja, desde sua origem, os homens apresentaram capacidades e habilidades que atuaram como motores de sua evolução. De peça em peça, como em etapas igualmente importantes, os homens deram o máximo de si para a sobrevivência da espécie e garantiram a nossa existência. Uma existência que se iniciou na África e se propagou de diferentes maneiras em todo o mundo. Para saber mais sobre estas transformações, continue a leitura na próxima semana neste mesmo espaço que agora é dedicado à Mãe-África.

REFERÊNCIAS: FONSECA, Dagoberto da. África – desconstruindo mitos. 2008.

ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL "O DIÁRIO"(BARRETOS/SP), EM 14 DE MAIO DE 2010.






Um comentário:

Be@triz Ferreir@ N@scimento disse...

Professora, meu pai tem um livro interresante sobre esse assunto que eu acho que vc irá gostar, em qualquer aula eu levo.Prometo beijos.