sexta-feira, 28 de maio de 2010

À MÃE-ÁFRICA: SEUS FEITOS E EFEITOS (II)


            Semana passada este mesmo espaço do jornal sugeriu uma reflexão acerca das principais revoluções tecnológicas vivenciadas na África Pré-Histórica e Antiga em menção às comemorações do dia 13 de maio. Já exposta a importância do legado africano como berço da humanidade, o presente texto almeja surpreender os leitores demonstrando, ou melhor, admirando, a originalidade da África como criadora das principais invenções mundiais. Comecemos...
            Pelo juramento hipocrático dos médicos recém-formados, imagina-se naturalmente que foi Hipócrates da Grécia o primeiro médico da humanidade. No entanto, sabe-se o quão complexo é resgatar este dado com precisão, mas os registros paleontológicos colocam os egípcios africanos como precursores da medicina, graças a suas práticas de mumificação e embalsamento. Em específico, o pai africano da medicina tem nome, Imhotep, uma espécie de mago e médico do Egito em 3000 a.C, já praticante de conhecimentos médicos e cirúrgicos. Além disso, na região onde hoje é a Uganda, na África Central, o povo banyoro já praticava a técnica da cesariana, muito tempo antes do cirurgião inglês Felkin conhecê-la e divulgá-la em 1879. As técnicas de remoção de catarata e retirada de tumores cerebrais também foram encontradas nas regiões do Egito e do Mali há 4600 anos atrás.
            Outra área do conhecimento africano é a astronomia, disseminada principalmente pelos países Quênia e Mali. Registros comprovam que ao lado do Lago Turkana, no Quênia, foram encontrados os vestígios de um observatório astronômico que demonstra a complexidade cultural da região. Ainda mais, encontraram também outros registros de um sistema de calendário complexo baseados em cálculos astronômicos destes mesmos povos há 1000 a.C. 
            A metalurgia também é considerada uma grande revolução tecnológica iniciada com os africanos, em específico com os haya, povos da atual Tanzânia. Há 2000 a.C, os haya produziam aço em fornos que atingiam temperaturas mais altas do que a capacidade dos fornos europeus até o século XIX. A arquitetura também esteve presente entre os grandes feitos africanos, como exemplo a construção das muralhas e da antiga cidade de Zimbabue, antigo reino de Monomatapa, as quais foram atribuídas até mesmo a extra-terrestres do que as autênticos arquitetos africanos. Além disso, as esfinges e as pirâmides do Egito são os exemplos mais consideráveis no plano arquitetônico da Idade Antiga. E, a escrita também é outro conhecimento liderado pelos africanos egípcios que a desenvolveram por conta da influência com os povos mesopotâmicos.
            Incontestavelmente, a Mãe-África além de ter sido o berço da humanidade com o surgimento da espécie humana, foi também a propagadora de grandes civilizações as quais foram responsáveis por inúmeras revoluções tecnológicas tão significativas às condições que vivemos hoje. À África de todos os tempos, o nosso reconhecimento.

REFERÊNCIAS: FONSECA, Dagoberto da. África – desconstruindo mitos. 2008.

ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL "O DIÁRIO" (BARRETOS/SP), EM 21 DE MAIO DE 2010.

Um comentário:

Be@triz Ferreir@ N@scimento disse...

Professora, vc poderia sair um pouco do texto da apostila e nos falar um pouco da história da áfrica, eu agradeceria muito bjs...